estarei presente no teu último acto de insóniaquando a metamorfose do busto te perpetuar à grafia do corpo
e o teu fogo-amante me tornar o morno incenso que te percorre
destino-me à espiral nimbada de um lusco-fusco de choupo
e vigiando a invocada paisagem que me leva ao reverso do medo
anteverei a transumante euforia de uma morada d’insuspeita paixão
(eleva-me afora dos pilares antigos d’Aqueronte...)
por onde um dardo sobrevoará a indecifrável tremura
do jade
e os lábios tatuar-te-ão desejos de ombro a ombro
como clave...
(mais um café, um desejo, uma página de diário...)
a roupa repousa ao segundo plano que me leva a boca ao cravo
onde um anseio cristalizado à memória de um faro, me subsiste
cedendo à passagem dos dedos corsários no abismo palpável
dos fenos...
(ensina-me a desdobrar o perfil oculto dos ventos...)
e seguirei contigo aonde a azulada herança é esse doce trave
que me dás



2 comentários:
Um poema de paixão, fantástico.
" os lábios tatuar-te-ão desejos de ombro a ombro"
Lindíssimo.
Beijos.
Gostei muito...
Beijo.
Enviar um comentário