
Num rumor – de corpos...
desfolho a cadência,
das sombras...
cegando os mudos lábios
(do teu gosto...)
Ensina-me a amar-te, os gestos (mudos...)
os dóceis – frutos...
a tocha, acesa...
Ensina-me a incendiar-te a boca (nua...)
a polpa – mansa...
a brisa, quente...
Crava-se a fonte, nas dunas...
como no silêncio,
(o teu gemido...)
Ensina-me a ler-te os poros (fundos...)
os murmúrios – loucos...
os incêndios, vesgos...
Ensina-me a tactear-te os sulcos (ígneos...)
os estios – ávidos...
os reflexos, ardentes...
Singra o peito, por ti
como no orvalho
(os teus dedos...)
E deita-se a luz, (na noite...)
enquanto o teu rosto, que se repete
(no meu leito...)
23/10/08
desfolho a cadência,
das sombras...
cegando os mudos lábios
(do teu gosto...)
Ensina-me a amar-te, os gestos (mudos...)
os dóceis – frutos...
a tocha, acesa...
Ensina-me a incendiar-te a boca (nua...)
a polpa – mansa...
a brisa, quente...
Crava-se a fonte, nas dunas...
como no silêncio,
(o teu gemido...)
Ensina-me a ler-te os poros (fundos...)
os murmúrios – loucos...
os incêndios, vesgos...
Ensina-me a tactear-te os sulcos (ígneos...)
os estios – ávidos...
os reflexos, ardentes...
Singra o peito, por ti
como no orvalho
(os teus dedos...)
E deita-se a luz, (na noite...)
enquanto o teu rosto, que se repete
(no meu leito...)
23/10/08


