Espero por ti no crepúsculo... da saudade!Sussurrando promessas aos ouvidos... do mar!
(Longe... avisto uma parábola invertida
pelo tempo...)
E um jorro d’emoções brota, de meu peito...
Observo o côncavo contraste, dos montes
Sorvendo cada fixação – d’escamas
do desolado trajecto, da noite...
(E uma hibernação d’asas abstém-me
... do voo!)
Solto agora os versos que respiram – o teu amor...
Antevendo, em cada cerrar – de lábios,
o devassado odor – da despedida...
Atingirei o limiar... dos sonhos!
Fitando o sumptuoso lago – dos teus olhos...
(E contemplo-te!...)
No ilegível desenho... d’aurora!
Aspirando qu’um charco – de velas, s’acenda
por fim...
(Desaguo o amor, no teu sangue...)
Enquanto o decepado rebordo do vento, me clama...
Perfaço-te!...
Sob a intensa fragrância... dos lírios!
(que s’esbate no plúmbeo ocaso...dos céus!)
O rosto pesa-me... nos braços!
(A cada remota lembrança que m’atinge...)
(Sabes?...)
Uma noite voltarei... para te amar!
09/08/08


