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Safira...
És amor e morte
e por ti murmuro:
Poisa em meus lábios o teu beijo,
doce safira de meu peito
Poiso em teu ombro o meu rosto,
doce safira de desgosto
Escuta comigo o ciciar perfeito,
doce safira que m’abrasa
Contempla comigo cada bravio leito,
doce safira... que me mata!
Safira...
És amor e morte
e p’ra ti grito:
Ó granítica dor que m’avassalas!
Porque meu infindo Amor calas?
Ó macerado sentir até à morte!
Porque tenho de sentir tudo tão forte?
Ó doce safira que m’entristece!
Porque de meu amor t’esqueces?
Ó doce safira que m’enlouquece!
Porque em pesar manto m’ergues?
22/07/08


