
Vagueava sozinho com destino incerto. Por vezes, o seu olhar demorava-se na luminosidade ausente de uma vulgar paisagem medíocre.
Fascinava-se com tudo, aperfeiçoando as formas ocultas que somente a Natureza pode apreender.
O sol, ao longe, despedia-se do seu olhar, enquanto as outonais cores o envolviam brandamente...
Fitou a longínqua linha do horizonte, escutando o mudo eco das estrelas...
(essa dança imóvel impregnada de mistério e fantasia!)
Pouco a pouco, a nitidez extinguiu-se, e viu-se envolvido por um suave manto de seda... o manto dos sonhos!
Mergulhou nos seus braços, iludindo-se, e iludindo...
Correu rumo às montanhas, chapinhou nos lagos, conquistou as inexistentes distâncias do cosmos, bebeu de fresca fonte, febril inspiração, semeou vogais sob o abissal poente,...!
«Os Fronteiras não existem», proferiu uma voz grave, secreta...
Assustado, tacteou a noite, procurando a evidência de que a evidência existe. Mas existirá?
Passou as mãos pelo cabelo, pelos ombros, pelos braços... Voltou a olhar em volta. Longe, avistou a lua! Sorriu.
«Sonhos...», disse para si próprio, esboçando um sorriso «Quem muito contempla confunde-se no mundo!».
Observou em redor, procurando orientar-se sob a celeste cúpula envolvente. Na distância, encontrou o conhecido trilho que o levaria para a sua consistente e acolhedora casa.
Seguiu caminho, esquecendo a paisagem que deixara...
Em pleno breu, a lua esbracejou e suspirou baixinho, soprando para as estrelas que, como velas, se apagaram... deixando que em sonhos a lua repousasse os olhos....
E, quem sabe, que o poeta enfim acordasse...
Que ninguém acorde o poeta....
15/06/08
Fascinava-se com tudo, aperfeiçoando as formas ocultas que somente a Natureza pode apreender.
O sol, ao longe, despedia-se do seu olhar, enquanto as outonais cores o envolviam brandamente...
Fitou a longínqua linha do horizonte, escutando o mudo eco das estrelas...
(essa dança imóvel impregnada de mistério e fantasia!)
Pouco a pouco, a nitidez extinguiu-se, e viu-se envolvido por um suave manto de seda... o manto dos sonhos!
Mergulhou nos seus braços, iludindo-se, e iludindo...
Correu rumo às montanhas, chapinhou nos lagos, conquistou as inexistentes distâncias do cosmos, bebeu de fresca fonte, febril inspiração, semeou vogais sob o abissal poente,...!
«Os Fronteiras não existem», proferiu uma voz grave, secreta...
Assustado, tacteou a noite, procurando a evidência de que a evidência existe. Mas existirá?
Passou as mãos pelo cabelo, pelos ombros, pelos braços... Voltou a olhar em volta. Longe, avistou a lua! Sorriu.
«Sonhos...», disse para si próprio, esboçando um sorriso «Quem muito contempla confunde-se no mundo!».
Observou em redor, procurando orientar-se sob a celeste cúpula envolvente. Na distância, encontrou o conhecido trilho que o levaria para a sua consistente e acolhedora casa.
Seguiu caminho, esquecendo a paisagem que deixara...
Em pleno breu, a lua esbracejou e suspirou baixinho, soprando para as estrelas que, como velas, se apagaram... deixando que em sonhos a lua repousasse os olhos....
E, quem sabe, que o poeta enfim acordasse...
Que ninguém acorde o poeta....
15/06/08


